(Publicado também no Newsgroup de Física)
Bom, vamos lá a raciocionar comédeveser:
O exame é na 3ª semana de Junho. Mantendo-se a média, teremos notas na 1ª
semana de Agosto. Ora, se ele meter férias em Agosto, temos as notas em
Setembro, mas já se sabe, em Setembro corre aquela "aragem" que chateia
porque nem é bem Verão, nem é bem Inverno. Assim, não há condições para
trabalhar. Fica pa Outubro, mas já se sabe em Outrubro há eleições e (será
que) há referendo da Constituição Europeia. E não se pode pensar que um
professor fique alheado disso para corrigir uns míseros testes. Em Novembro,
está frio na 1ª quinzena e na 2ª a rádio começa a tocar o "Last Christmas
i've gave you my heart" dos Wham! que é, como toda a gente sabe, a música
mais irritante de todos os tempos e nem eu consigo trabalhar quando sei que
podem haver ouvidos sob o estigma da voz de Jorge Miguel. Em Dezembro, antes
de estoirar o subsídio de Natal na FNAC mais próxima, é bem capaz de o
Benfica/Sporting/Porto (escolher o clube da preferência) estarem a discutir
a passagem à próxima fase da Liga dos Campeões e qual dos três será o
Campeão de Inverno da nossa SuperLiga (e já se sabe que as preocupações
masculinas nunca podem olvidar o pontapé no esférico). Depois mete-se aquela
coisa...ai...como é que se chama...com as luzes e tudo...ah, é isso o Natal.
E o final do novo Big Brother/Quinta das Celebridades, o que é chato não
poder acompanhar só porque, em Maio uns míudos fizeram um teste. E a
campanha para as Presidenciais. Mas, num último esforço de profissionalismo,
ele lembra-se dos testes a 31 de Dezembro, porque quer mesmo (é a chamada
resolução de Ano Novo) ser pontual e rápido na entrega dos testes. Só que
entretanto liga a televisão e percebe que está a começar o "Só faltam 94
anos para o ano 2100", apresentado por Teresa Guilherme. Assim os testes
ficam para o ano. Isto claro se Portugal (o que desde já, não parece
provável) não se qualificar para a fase final do Campeonato do Mundo, a
disputar no verão na Alemanha. Porque certamente que o Scolari vai querer
perceber mais das componentes físicas das novas bolas e respectivos efeitos
da mesma que a FIFA se prepara para introduzir no torneio, só para lixar o
Ricardo. Porque ninguém vai querer que ele num Portugal-Brasil dê um
daqueles frangos como deu contra a Suécia/Benfica/CSKA (escolher aquele em
que nos rimos com mais gosto) e se venha queixar que não teve o devido
acompanhamento sobre os efeitos da nova bola. Talvez em 2007?
Agora a sério, fora de brincadeiras, já irrita. Acho uma verdadeira falta de
respeito que ele está a ter com os seus alunos.
João Alves